Otavio

PAWANA em Curitiba

 

 

 

 

 

 



Escrito por impulso incontrolável às 17h26
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Carta aberta


Pra que serve a arte, hoje?

Uma amiga, da velha guarda do Teatro, me indagou esta semana sobre o pessimismo, o niilismo da peças que ela tem visto.

Entendo perfeitamente as suas razões.

A postura niilista dos últimos tempos não rima com uma geração que sempre teve fôlego pra lutar.

O que não deixa der ser algo notável: por que vemos uma geração tão descrente no futuro?

O que teria levado a esse estado de catatonia, essa energia "numb"?

Acho que, em si, este é um fenômeno que merece atenção e crédito.

A arte sempre viveu do conflito, sem ele não se produz a matéria artística - estaríamos condenados à mera abstração decorartiva.

Mas, se antes estes conflitos buscavam uma discussão que levasse a uma resposta, por que estamos tão descrentes?

Há uma infinidade de razões pra isso.

Quando Nietzche dizia que "Deus está morto", presumia a anterior existência dele.

Hoje há uma corrente atéia cada vez maior (e crescente, eu incluso),

contra a esmagadora maioria que a abraça a idéia Divina pelos telefones dos bispos e igrejas que proliferam como virus.

Se Deus está morto, o Teatro talvez não esteja lá muito bem de saúde.

A Arte, como um todo.

Vivemos um começo de século, e a se confirmar a teoria dos Ciclos Históricos,

só emergiremos para uma nova proposta artística na próxima década.

Estamos cercados pelos meios, não pelos fins.

Internet, telefones, SMS, Facebook, Blogs, Sites, Orkut, Sexo Virtual.

Mundo virtual.

Dialogar com as pessoas no presente tem sido nossa tarefa mais inglória.

Tirá-las do conforto do lar, da pipoca e do produto facilmente digerível é a nossa missão - não artística, mas de vida.

Se quisermos repensar o futuro, precisamos plantá-lo com os instrumentos que temos à mão.

Por enquanto, contamos com a descrença - o que é um paradoxo,

num mundo onde as novidades tecnológicas deveriam apontar para o êxito e a felicidade.

Há algo de terrivelmente errado no ar.

Não temos o distanciamento histórico para distinguir todos os aspectos,

mas se não fizermos apostas, o que esperar?

Há o niilismo, claro, mas sem entendermos suas razões não chegaremos a uma causa.

Um mundo em parafuso, é esta a imagem mais forte que tenho.

Até que ponto suportaremos os açoites do Novo Mundo?

Não seria a postura niilista uma reação (saudável ou não) ao descontrole dos meios?


Não seria esta uma reação ao imobilismo reconfortante das modorrentas telenovelas?

À apatia desoladora das relações virtuais?








Escrito por impulso incontrolável às 15h34
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Hugo e Barack

 

O Hugo Chavez disse que o Obama não fez nada pra merecer o Nobel da Paz.

E ele tem toda razão.

Se ao menos o Barack tivesse matado o Chavez...

 

 

 



Escrito por impulso incontrolável às 02h45
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Georges Lavaudant

Amigos queridos,

Esta semana tenho a honra e o prazer de estrear, ao lado de Celso Frateschi,


PAWANA



Trata-se de um texto de J.M.G. Le Clezio, vencedor do Nobel de Literatura 2008.

Pawana conta a aventura real do Capitão Charles Melville Scammon 

e de um jovem marinheiro embarcado no Léonore no exato momento em que eles descobriram,

no dia 10 de janeiro de 1856, no Golfo da Califórnia, o local secreto de reprodução das baleias, 

e da matança cruel e indiscriminada originada por esta descoberta.

Muitos anos depois, os dois recordam deste dia decisivo.

E cada um deles, com sua linguagem e emoções próprias, tenta reconstituir esses terríveis acontecimentos.

Por que os homens matam aquilo que amam?

Como os homens são capazes de destruir a beleza?

A prosa poética de Le Clezio é um jorro de imagens que completam aos poucos, como num quebra-cabeças.



Trata-se de um dos textos mais lindos que já li.

O trabalho com Georges Lavaudant tem sido um enorme prazer.

Pouco conhecido no Brasil, seu trabalho na cena teatral européia contempotânea é de extrema importância.

Foi diretor do Teatro Nacional Popular de Villeurbanne, sucedendo Patrice Chereau, 

depois ficando à frente do Theatre Odeon de l'Europe, assumindo o posto antes ocupado por Giorgio Strehler. 

Sua empreitada mais recente foi como produtor artístico do espetáculo "Quartett", dirigido por Bob Wilson, com Isabelle Huppert no elenco,

que recentemente se apresentou em São Paulo e em Porto Alegre.




Serão apenas duas apresentações

dias 16 e 17 de outubro
sexta e sábado
21h00
TUSP - Rua Maria Antônia, 294 - Higienópolis - São Paulo
(11) 3255-7182

Por ser um teatro pequeno, serão poucos os lugares disponíveis.

Assim, aqueles que se interessarem, façam a reserva por telefone.

O evento é GRATUITO.

+++

No dia 19, segunda-feira,  haverá uma única apresentação em Curitiba, no teatro HSBC, às 21h00.


Te vejo lá?




Escrito por impulso incontrolável às 16h26
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