Otavio

Momento tipo ternura

 

Quem lê este blog sabe que este blogueiro é um sujeito irascível com acessos de ternura.

Este é um acesso.

Estou terno com a vida, estou achando o mundo legal pacas.

Eu fico impressionado com o poder que o amor e a paixão exercem sobre as pessoas.

Quase todo mundo à minha volta namora.

Nos últimos meses, esse número aumentou consideravelmente.

E meus amigos estão felizes, radiantes, bobos, e deliciosamente mais interessantes.

As pessoas são incrivelmente mais bacanas pro mundo quando estão, de fato, abertas às possibilidades que o mundo em volta oferece.

Então acho que o mundo tem que começar a se apaixonar.

Isso não é ironia.

É sério.

Eu olho amigas como a Mexerica e penso:

ela é muito mais bacana nesse estado de felicidade.

Acredite, é a mais pura verdade.

Meu amigo príncipe de bibliotecas foi se arrumar com as lentes da fotografia do Ceará, e também é um sujeito que está muito melhor com a vida.

Sei que isso que vou sugerir não resolve os problemas, mas faz a gente se sentir mais confortável.

Seguinte:

Beije muito neste fim de semana.

Muito.

Se não tiver quem beijar, arruma.

Segundo: sai pra dançar num lugar onde você nunca esteve.

É muito legal ver como as pessoas ficam contentes no dia seguinte de uma balada nova.

Elas até ouvem.

E terceiro: vista pelo menos uma roupa inusitada.

Algo que não se esperaria de você.

É impressionante como pessoas apaixonadas gostam do ato de se vestir.

Agradar os olhos de alguém significa muito desse estado de espírito.

E se você estiver em fase solteira, é pra agradar mesmo.

Aí, curte. 

Depois me escreve na segunda-feira, e me diz se a felicidade não é um estado de espírito possível.

Bom fim de semana.

Divirta-se!!!

 

 



Escrito por impulso incontrolável às 00h09
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Vaca de Nariz Sutil

 

Vá ver a "Vaca de Nariz Sutil", nos Parlapatões.

É incrivelmente bom.

 



Escrito por impulso incontrolável às 00h04
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Uma imagem

 

 

Quem disse que conceito e forma não podem ser desastrosamente harmônicos?

 

 



Escrito por impulso incontrolável às 00h03
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Os bons atores

 

Ontem vi, finalmente, um filmaço.

"Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto", dirigido pelo velho guerreiro Sindey Lumet, é genial.

O brilhante roteiro faz de uma história banal um maravilhoso jogo de gato e rato.

No elenco, só excelentes atores: Philip Seymour Hoffman, Ethan Hawke, Albert Finney, Marisa Tomei.

Ainda não viu?

Tem que ver.

Ainda mais com uma puta arte dessas.

Concorda, Heitor?

 +++

Em tempo: a foto não é grande coisa, mas Marisa Tomei é hoje dona dos seios mais bonitos do cinema.

Lembram os da Sônia Braga nos anos 70.

E são naturais.

E isso faz toda a diferença.

 

 

 

 



Escrito por impulso incontrolável às 12h33
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Falta de atores?

 

O Fernando Meirelles afirmou, em entrevista à Folha, que é muito difícil conseguir atores pra minissérie "Som e Fúria".

Ou estão escalados pra novelas na própria Globo, ou estão em outros canais.

Não é bem assim, Fernando.

Pra conseguir uma cota de "famosos", porque é a Globo que exige, ele realmente teve que penar.

Então, esse é um problema criado pela Globo.

Quanto aos outros canais, o Marcos Cesana e eu, por exemplo, não pudemos fazer a minissérie porque estamos em canais a cabo (o Cesana faz 9MM São Paulo, na Fox, e eu faço Mothern, na GNT).

Mesmo sendo de um canal Globosat, eu não posso fazer Globo.

De novo, problema criado pela própria Globo.

Quanto aos outros canais abertos, a Globo exige um período que eles chamam de "descanso de imagem", e o sujeito tem que estar fora das telas por pelo menos seis meses.

Ou seja, pra trabalhar pra eles em um papelzinho qualquer, o ator precisa ficar pelo menos seis meses na geladeira.

Novamente, problema criado pela Globo.

O número de excelentes atores que eu conheço, e que adorariam trabalhar em uma minissérie como esta, é enorme.

Mas talvez eles não possam aparecer na tela da Globo, seja porque fogem dos padrões, seja porque são bons atores demais.

Exagero?

O Jaime Monjardim não gosta de atores bons demais.

O Jaime Monjardim, diretor de obras-primas memoráveis como o incrível "OLGA" (nossa, de lembrar o filme já dá um ruim...), gosta de atores que não façam expressão com o rosto, que não enruguem, que não tenham marcas de expressão.

Enfim, um diretor que aprecia bastante o botox.

Mas isso é um problema da Globo.

Falando assim, parece ranço da Globo, e não é.

A Globo não é só ruim, tem muita coisa boa também.

Tem gente bacana como o Fernando Meirelles terceirizando a programação.

Quanto mais programas terceirizados, melhor será a qualidade.

Basta ver as novelas.

O formato faliu, e as tramas são tão redundantes que o que define a qualidade da novela é a fotografia, porque o resto é tudo igual.

Inclusive na Record e no SBT.

Não, Fernando.

Tá assim de ator bom desempregado.

O que falta é a motivação artística dos que contratam.

 

+++

 

O chato de se ter três canais iguais é isso.

Eles repetem as mesmas fórmulas com os mesmos erros.

Pior no caso do SBT, com um maluco que tira programas do ar conforme o vento sopra Norte-Noroeste.

E ainda tem gente que acha que a TV brasileira é boa.

 

 



Escrito por impulso incontrolável às 12h19
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Mais uma imagem

 

 

Pra variar, do blog do Heitor.

 



Escrito por impulso incontrolável às 11h40
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Uma foto da Helô

 

A graça que existe no olhar de Heloísa Bortz.

 

 



Escrito por impulso incontrolável às 11h36
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A questão

 

Outro dia li na Folha uma matéria sobre "A Questão Humana", filme que está em cartaz na cidade.

Fiquei uma semana enchendo o saco de meio mundo, pra assistir o filme.

(as pessoas só queriam ver Batman!)

Pois bem, ontem à noite fomos em quatro pessoas ver a fita.

E a porra do filme é chato de doer.

Um puta pé no saco.

Um argumento destruído pela arrogância (ou seria inexperiência) da direção.

Um ótimo ator jogado numa trama boba.

E a porra do filme é longo.

Chato e longo.

Amigos, sorry.

E se você ainda não viu "A Questão Humana", não deixe de perder.

 

 



Escrito por impulso incontrolável às 11h35
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As Razões

 

Por que eu não falo do Dantas, do Cacciola, do Pitta?

Porque tem expert demais falando.

Quando eles pararem, eu posso falar as MINHAS merdas.

Ou não.

 

 



Escrito por impulso incontrolável às 00h27
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De volta à platéia

 

Depois de muito tempo, neste fim de semana voltei ao teatro, como espectador.

Estou tirando o atraso, coisa que vai se seguir nesta e na próxima semana.

Na sexta, fui ver Toc-Toc, comédia dirigida pelo Alê Reinecke, com vários amigos.

O texto não exatamente uma maravilha, mas o elenco - em especial a Flávia Garrafa, dão um show.

A platéia vai ao delírio.

No sábado, fui ver "O Retorno ao Deserto", de Bernard-Marie Koltès, dirigido por Catherine Marnas.

Com altos e baixos no elenco, a encenação primorosa de Catherine privilegiava o trabalho dos atores.

Trabalhando com a figura do duplo, redimensionou a obra de Koltès em duas línguas.

Seja como forma ou como artifício, a metodologia se mostrou brilhante.

E Gustavo Trestini, grande ator que é, engolia o mundo em cena.

Finalmente, no domingo, vi o Hamlet de Wagner Moura, dirigido pelo Aderbal Freire Filho.

E estou de queixo caído até agora.

O Moura arrasa, faz um Hamlet moderno, o Hamlet desta geração, num espetáculo que faz (ainda bem) a gente esquecer as últimas montagens modorrentas, incluindo aquela chatice lenta do Zé Celso.

(sei que muita gente vai me encher o saco por conta do comentário que fiz ao Zé Celso, mas por mais que eu saiba que ele é um artista importante e necessário e etc., ainda acho um megaporre o teatro que ele faz)

Wagner Moura faz um Hamlet elétrico, desesperado, urgente, moderno, que dialoga com todas as idiossincrasias do Homem contemporâneo.

Um elenco de primeira, em especial a antológica participação de Tonico Pereira como rei Cláudio, dão sustentação ao talento inegável de Moura, este sem dúvida o maior ator da minha geração.

Não gostei do uso clownesco da figura de Polônio, mas atribuo isso às liberdades poéticas carioquescas.

A encenação de Aderbal também privilegia o ator, e faz um uso absolutamente inteligente de uma câmera no palco.

Ouso dizer que é o melhor espetáculo do ano.

Corra pra ver, porque acaba em setembro.

+++

P.S.: eu chorei na cena entre Hamlet e Gertrudes (Carla Ribas). Quem diria...



Escrito por impulso incontrolável às 11h47
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Coisas bacanas

 

A melhor coisa da TV aberta?

CQC, na Band.

Uma puta equipe bacana, comandada pelo Marcelo Tas, com o Oscar Filho detonando, e o Rafinha Bastos impagável.

Aliás, nas últimas semanas as coisas mais involuntariamente divertidas são as reportagens do Rafa em Brasília, em especial quando ele persegue o escroto do José Genoíno.

Amanhã à noite, na Band.

 



Escrito por impulso incontrolável às 11h17
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Pro andar de cima

 

101

 

 



Escrito por impulso incontrolável às 02h32
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Billie Jean

 

Caso você ainda não tenha ouvido uma das melhores versões de uma música, viaje.

Chris Cornell, cantando transformando a purpurina de Michael Jackson em blues.

 

 

 

Imperdível.



Escrito por impulso incontrolável às 02h21
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