Otavio

Passaporte Carimbado

 

 

Homofóbico, misógino, nazista, genocida, infanticida, autoritário, mimado.

Não, esta não é a descrição de Deus no Velho Testamento.

(o nazismo ainda não existia)

Esse é o presidemte do Irã.

Persona non grata.

Menos pro Lula, o Filho do Brasil.

Mesmo sendo um absurdo receber este câncer global, o homem está aqui.

Tomara que ele sofra um atentado.

E que morra.

 

 

 

 

 

 



Escrito por impulso incontrolável às 14h29
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A morte de um personagem

 

O ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta, morreu nesta madrugada.

Aos 63 anos, de câncer.

Na minha opinião, morre um dos homens que melhor representava a decadente política brasileira.

Incapaz, arrivista, corrupto, ardiloso, oportunista, mentiroso.

Um perfil de administrador que seguia uma cartilha antiga e autoritária, como a que segue Gilberto Kassab.

Até quando a gente vai ter que aturar tipos como esses?

 

 



Escrito por impulso incontrolável às 13h33
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Mais uma!

 

ESTRÉIA HOJE!!!

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por impulso incontrolável às 13h41
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Outra crítica!

 

 

 

 

 

 



Escrito por impulso incontrolável às 10h08
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Felicidade Pura!

 

 

 

 

 



Escrito por impulso incontrolável às 00h19
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Semana que vem

 

Estreamos quarta-feira!!!

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por impulso incontrolável às 12h49
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Pra não dizer que não falei das flores (mortas)

 

Pouco tempo pra escrever, muita coisa acontecendo.

Vou tentar colocar as pautas em dia.

Sobre os assuntos cotidianos:

1) Caso Geisy - menina gorda, feia e com cara de vagabunda loira mal pintada é vaiada numa universidade chinfrim. Faz um fuzuê comum a esse tipo de vagaba, e a imprensa marrom corre atrás por falta de pauta mais interessante. Depois a universidade chinfrim tem um arroubo moralista e expulsa a gordinha feia. Aí a imprensa marrom fica com pena e a universidade, mais chinfrim ainda, volta atrás. Grande merda. A feiosinha vai tentar faturar, vai acabar posando pelada, e acabou. Mas a universidade chinfrim vai continuar lá.

Quem ganha: a imprensa marrom

Quem perde: qualquer um com mais de três neurônios

 

2) Apagão: país governado por um bêbado feliz entra em colapso de energia, em plena época de campanha da ex-ministra de Minas e Energia, que sucedeu o nefasto José Dirceu na Casa Civil. Até agora não se sabia a causa. O primeiro culpado é uma cidade do interior de São Paulo, a qual foi atribuída uma tempestade horrível. Só que o prefeito da tal cidade disse que foi uma chuvinha normal. Amanhã a equipe do bebum deve achar algum outro culpado.

Quem ganha: o Bebum, que vai tentar botar a culpa no PSDB

Quem perde: a gente, que paga a conta e não tem um sistema elétrico confiável

 

3) Entrevista do Caetano: mais uma vez, abre-se espaço pra esse bolha falar o que acha de tudo. Quando Caetano era vivo - isso no começo da década de 90, já era chato. Depois que ele morreu, na fina estampa, seus comentários ficaram ainda piores. E ainda faz campanha para uma evangélica criacionista. Pior disso tudo é ter que ler um insuportável artigo do bufão Zé Celso, com suas "opyniões marqueteyras" e sua filosofia hippie de araque.

 

Quem ganha: o Estadão, que faz marola com um peido do Caetano.

Quem perde: a gente, de ter que aguentar Caetano e Zé Celso falarem suas asneiras de sempre.

 

É isso.

Desçam a lenha.

 

 



Escrito por impulso incontrolável às 01h53
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Koltès

 

 

 

 

 



Escrito por impulso incontrolável às 18h10
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MEDIANO no Rio

 

Sexta passada fui ao Rio, para ver a estréia de MEDIANO em praias cariocas.

Engraçado a sensação de ser estrangeiro no próprio país.

O teatro Poeira (lindo, uma jóia) começou a encher e, fora os rostos famosos, eu não conhecia absolutamente ninguém.

O espetáculo começou no meio de um burburinho de gente que já se conhecia, conversas, risos.

Eu sentado ao lado da minha amiga Rô, com aquela cara de "será que eles vão gostar".

Pois o resultado não poderia ser melhor.

Naum e Pâmio, ovacionados.

Quando fui chamado ao palco, era uma mistura de surpresa e aplausos.

Todos vieram me cumprimentar, acreditando que eu fosse um autor muito mais velho.

No final, saímos felizes, enchendo a pança num japa ao lado.

 

+++

 

Pela primeira vez, não pude ir às Satyrianas.

Depois do Rio, fui direto pra São José dos Campos, e só voltei segunda.

Fez falta.

Fiquei com aquela sensação ruim de não poder reencontrar os amigos.

Me disseram de AQUI,FORA foi muito bem, as pessoas curtiram.

Que bom.

Ano que vem eu estou lá!!!

 

 

 



Escrito por impulso incontrolável às 15h38
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Sexta, sábado e domingo

 

 

 

 

 

 



Escrito por impulso incontrolável às 12h42
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Haja fôlego!


O SESC promove, em novembro, uma programação voltada à obra de Bernard-Marie Koltès, um dos grandes dramaturgos do final do século XX.

Eu estarei nas duas leituras dirigidas pelo Francisco Medeiros:

A NOITE ANTES DA FLORESTA - dia 06, sexta-feira

com Otávio Martins


NA SOLIDÃO DOS CAMPOS DE ALGODÃO - dia 10, terça-feira

com Marco Antonio Pâmio e Otávio Martins


As leituras são gratuitas, então já sabe: chegue mais cedo pra não perder!!!


 

 

 

 

 



Escrito por impulso incontrolável às 17h19
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É nóis!!!

 

 

 

 

 



Escrito por impulso incontrolável às 15h48
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Sobre PAWANA

 

A experiência de trabalhar em PAWANA foi única.

É uma dessas oportunidades que temos, de vez em quando, de provar uma outra maneira de praticar esse ofício,

de vivenciar outros pontos de vista com artistas de uma outra cultura.

É uma forma de fazer Teatro que não é a nossa.

Simples assim.

Engraçado também notar que, de certa forma, me leva a identificar um "jeito" brasileiro de pensar e agir no Teatro,

diferente daquilo que vejo quando assisto um espetáculo na Europa ou nos EUA.

O rigor de dizer o texto (maravilhoso) de J. M. G. Le Clezio, sem a dinâmica de cena habitual, 

contando apenas com as imagens e a dinâmica interior e orgânica, me fez aproximar do universo de 

"A Noite Antes da Floresta", onde eu também não contava com nenhum apoio, cênico ou humano, 

que não fosse do meu universo interior.

PAWANA exigiu ainda mais: George Lavaudant queria um mínimo de movimentos, "liberando" apenas o uso das mãos

em três momentos específicos.

foto Lenise Pinheiro

 

Difícil?

Muito, mas ao mesmo tempo muito libertador, muito esclarecedor da energia interna do ator, 

capaz de extrapolar o limite físico.

Em alguns momentos, eu simplesmente não estava ali, e sim entregue ao mar e às baleias de Le Clezio.

Culturalmente, estava exposto a um outro desafio: a aceitação do público.

Impaciente, o espectador brasileiro (que já é raro) parece rejeitar uma encenação onde "nada acontece".

Sente a falta da surpresa, da pirotecnia, da imagem pronta, como se essa imagem fosse suficiente para carregar 

uma (boa) lembrança do espetáculo.

Ou seja, sente falta de uma boa foto.

 

 

Temos um público viciado e mimado.

Quer rir, quer ação, quer movimento, trocas de cenário, de figurinos.

Se tiver alguém pelado, tanto melhor!

Mas onde fica a palavra, onde fica a idéia nisso tudo?

O espectador médio brasileiro tem a inteligência emocional de uma adolescente de treze anos: 

quer luz, cores, imagens prontas, brilho e sons.

Não é, em sua maioria, um espectador afeito ao mundo ideal, não tem apreço pela reflexão.

A classe média que preenche as cadeiras de uma sala de espetáculos comerciais está comprometida

demais com/pela linguagem da TV. 

 


Assim, o Teatro que já é moribundo em todo o mundo, é um bicho em extinção no Brasil.

Devíamos sair das garras asquerosas do ministério da Cultura para os braços do IBAMA.

 


A classe média intelectualizada de São Paulo é um caso à parte.

Óbvio que haviam dezenas de apreciadores do fenômeno teatral irrestrito, amantes da narrativa cênica.

O restante do público, no entanto, era conduzido pela promessa mágica de uma encenação estrangeira, colonizados que (f)somos.

Presos ao passado, quando as novidades internacionais eram plenamente aceitas - gentilmente ou à fórceps -

os aplausos da platéia que lotou (e como) a pequena sala do TUSP me levaram a pensar, novamente,

sobre a prática do Teatro atualmente, a me perguntar quem é esse público, o que ele quer, e o que podemos

oferecer a ele pra que não fiquem dentro desta insossa margem de segurança.

Arte não é um terreno seguro.

A vida também não.

 

 

Quanto mais penso nisso, mais ódio tenho da estúpida frase cantada pelo insuportável Milton Nascimento:

"Todo artista tem de ir aonde o povo está".

Esta pérola do pensamento de auto-ajuda da MPB reflete a corrente vigente no terceiro mundo,

permeia as cabeças médias das classes médias dessa quase idade média, 

afetando os modos de produção da classe artística brasileira, levando a um fatal

sistema de empobrecimento dos meios.

Tudo fica mais ou menos.

Para produzir, pensa-se primeiro no que o espectador médio gostaria de ver, e não naquilo que o faria suplantar

suas deficiências intelectuais, artísticas e sociais.

SEI O QUÃO PRESUNÇOSA ESTA AFIRMAÇÃO PODE SOAR, MAS É A INFELIZ CONSTATAÇÃO QUE CHEGO.

 

 

Fracassamos quando damos ao público apenas o que ele quer: a TV fornece material mais digerível e bem-vindo.

Não adianta lutar contra ela.

Só precisamos NÃO SER ELA.

Ou nos tornamos uma opção, levando o espectador a um universo onde sua capacidade de imaginação e reflexão se amplie, 

ou abandonamos os palcos e nos jogamos de corpo e alma à esta entrega do espectador médio,

do produto digerido, legendado e sublinhado.

 

 

Eu prefiro o Teatro.

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por impulso incontrolável às 15h14
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Nova estréia

 

Satyrianas 2009.

 

 

A gente se vê lá!

 

 



Escrito por impulso incontrolável às 15h31
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Turnê de DORES DE AMORES

 

A partir de amanhã inaguramos o Teatro Colinas, no shopping Colinas, em São José dos Campos.

Ontem fomos conhecer o teatro, que é uma jóia.

Todo moderno, bonito, com excelentes capacidade e caixa cênica.

A gente te espera lá!

 

 

 

 



Escrito por impulso incontrolável às 20h10
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